sábado, 10 de março de 2007

O Principezinho



Lembro-me de frequentar o 9.º ano, e na disciplina de Português, o livro que iríamos ler e interpretar ao longo do ano, era "O Principezinho" de Antoine de Saint Exupéry.
Nunca imaginara que fosse uma das mais belas histórias que alguma vez li!
A história fala de um pequeno príncipe vivia sozinho num planeta do tamanho de uma casa que tinha três vulcões. Tinha também uma flor, uma formosa flor de grande beleza e de igual orgulho.
Foi o orgulho da rosa que arruinou a tranquilidade do mundo do principezinho e o levou a começar uma viagem que o trouxe finalmente à Terra, onde encontrou diversos personagens (incluindo o autor), e a partir dos quais conseguiu descobrir o segredo do que é realmente importante na vida.

É uma obra que nos mostra uma profunda mudança de valores, que ensina como nos enganamos na avaliação das coisas e das pessoas que nos rodeiam e como esses julgamentos nos levam à solidão.
Entregamos a nossas preocupações diárias, nos tornamos adultos de forma definitiva e esquecemos a criança que fomos.

"O Principezinho" actualmente é considerado o 2.º livro mais traduzido no mundo, (sendo o 1º a Bíblia), e foi traduzido em mais de 160 línguas e dialectos, e vendido nada mais nada menos que 80 milhões de exemplares, entre 400 a 500 edições.
Hoje, além da capa do meu exemplar deste livro (edição 14ª), deixo uma das minhas passagens preferidas do livro.

"
.. Julgava-me muito rico por ter uma flor única no mundo e, afinal só tenho uma rosa vulgar... Foi então que apareceu uma raposa .
- Olá, bom dia! disse a raposa. - Olá, bom dia!
- Respondeu delicadamente o princepezinho...

-Anda brincar comigo - pediu o princepezinho. Estou tão triste...
-
Não posso ir brincar contigo - disse a raposa. - Ainda ninguém me cativou... Andas á procura de galinhas? (diz a raposa) Não... Ando á procura de amigos.
O que é que "cativar" quer dizer?
...
Quer dizer que se está ligado a alguém, que se criaram laços com alguém.
Laços?
Sim, laços - disse a raposa.

- ... Eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens necessidade de mim. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo e eu serei para ti, única no mundo... (raposa)
Tenho uma vida terrivelmente monótona...
Mas se tu me cativares, a minha vida fica cheia se Sol.
Estás a ver, ali adiante, aqueles campos de trigo? ... não me fazem lembrar de nada.
É uma triste coisa!
Mas os teus cabelos são da cor do ouro. Então quando eu estiver cativada por ti, vai ser maravilhoso! Como o trigo é dourado, há-de fazer-me lembrar de ti...
- Só conhecemos as coisas que cativamos - disse a raposa.
"

posta metida por: Ricardo Granjeia a 10.3.07

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