sexta-feira, 7 de julho de 2006

Ena Pá 2000


Pois é, ao fim de 6 meses, este pequenino cantinho do grande mundo da Internet, já chegou ao maravilhoso número de 5000 visitantes, e tudo graças a vocês, que o visitam, claro!
E hoje, em tom de aniversário, dedico esta posta de pescada a todos os que,
de uma maneira ou de outra, acedem a este blog.

Decerto que a maioria das pessoas já ouviram falar desta banda, e posso dizer-vos que foi “a” banda que me marcou mais e que mais me influenciou (em parte) para aquilo que sou hoje…ou não! Falo-vos dos grandes Ena Pá 2000.

Esta banda, natural da Foz do Arelho, começaram por ensaiar numa garagem e por tocar nas discotecas da zona. Depois resolveram ir para Lisboa à procura da sorte. O grupo decide mudar de nome para Ena Pá 2000. Os seis elementos eram Lello Vilarinho (1) (voz, violoncelo, trompete e bandolim), Pão Diospiro (guitarra sintetizadora), Francis Ferrugem (percussão), Pepito Durex (saxofone, viola, trompa), Manuel Anão (contrabaixo) e Joselito Desirato (bateria).

O grupo concorre ao 4º Concurso de Música Moderna do Rock Rendez-Vouz mas acaba por desistir pois assinam contrato com a CBS. Ainda em 1987 editam o seu primeiro single com os temas "Telephone Call" e "Pão, Amor e Totobola". As músicas eram do grupo e as letras de Armindo Cerejeira, um poeta popular da sua terra.

Os espectáculos, organizados pelos Modess Aderentes, eram inesquecivéis. Um tipo com um funil na cabeça cantava canções como "Sexo na Banheira" ou "Mulheres Boas" e as Valquírias continuavam a mexer-se muito e a cantar pouco.

O álbum de estreia foi gravado em Março de 1989 (2) nos estúdios Tchá Tchá Tchá, com produção do próprio grupo e de Moz Carrapa. As misturas foram feitas no ano seguinte. Após as recusas da Polygram e da EMI, o disco só seria editado no final de 1991, pela El Tatu. Em Dezembro de 1990 estrearam o palco do Johnny Guitar.

De grande valor musical e cultural, esta banda tem vingado no panorama musical português como imperiais em tarde de verão.

Recordo-me que a primeira vez que ouvi Ena Pá 2000, foi na Escola Gabriel Pereira, senão me engano, teria uns 13, 14 anos…ou até menos, na “campanha eleitoral” de uma das listas nas eleições para a associação de estudantes, com o tema “Marilú”. E logo ali reparei que a minha vida (assim como a de muita gente) já não seria a mesma, depois de ouvir aquele conhecido refrão.

Com início em 1984 e o primeiro disco em 1992, com o nome de “Enapália 2000”, os Ena Pá 2000 trouxeram-nos novas sonoridades, novos ritmos entre outras coisas boas, como podem comprovar temas imortais como: “Menáge à trois”, “Sexo na Banheira””És Cruel”e também “Marilú”.


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Em 1994, é lançado a primeira obra-prima desta banda, intitulada És muita Linda”, com uma capa bastante sugestiva e com temas não menos estimulantes, tais como “Bacamarte”, “Paneleiro”, “Puta”, Perversa Adolescente” e “Semi-Tango – A Saga de Luís Mendonça”, considerada um hino em noites de bebedeiras. De acrescentar que foi na “Tourné” És Muita Linda, a minha estreia em concertos desta banda, na Queima das Fitas em Évora, que durou até às tantas, e acabou com o Manel João, ao fim de muitas latas de Sagres, a mijar no palco.


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Lançam o single "Doces Penetrações" em 1996. No ano seguinte é editado o terceiro álbum "Opus Gay" com uma capa inspirada nos clássicos da Deutsch Gramophone, com alguma conotação religiosa, mas desta vez com poucos hits, sobressaindo alguns temas como “Tu e Eu” e “Doces Penetrações”.


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Em 1999 é editado o álbum "2001 - Odisseia No Chaço", a segunda obra-prima dos Ena Pá, com temas imortais como: “Quero Foder Contigo” “Canção de Embalar”, “Colhão, Colhão”, “Vão para o Caralho” e outro hino à bebedeira: ”Um Gajo muita Fixe”.


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Em Março de 2004 foi lançado o disco "A Luta Continua!". No disco aparecem temas como "Mulher do Norte", o velhinho "Rosário", "Pudim" e "Tourada". Como convidado especial aparece o lendário guitarrista Filipe Mendes em virtude do anterior guitarrista ter ido para a China.


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Os Ena Pá 2000, Virtuosos tocadores e malabaristas de palco com largos anos de experiência no ramo, proporcionam momentos inesquecíveis com agradáveis subtilezas linguísticas e semânticas num jogo em que todos são convidados a entrar. Uma banda aparentemente vulgar que de vulgar não tem nada, as duas valquirias indicam o caminho a seguir ao longo da travessia pouco católica do Cónego Lello, também vulgarmente conhecido, no seio e nos seios das artes plásticas por Manuel João. "...Manuel João, cultiva o jardim secreto da pintura, aparecendo publicamente como líder e vocalista de grupos tais como Irmãos Catita e Corações de Atum. Prima pelo ecletismo e irreverência, não conseguindo esconder porém a grande cultura musical nos temas que (des)constrói para as suas bandas..."

Cada disco dos Ena Pá 2002 é um grito no deserto, infelizmente não há ninguém que os oiça. mas há excepções. Há músicas que foram feitas colectivamente, uma ou duas foram feitas pelo Francisco Ferro, há até algumas que são da altura do João Lucas, mas de uma maneira geral são da parceria com o Brito.

DISCOGRAFIA

Telephone Call/Pão, Amor e Totobola (Single, CBS, 1987)
Projecto Ena Pá 2000 Project! (EP, El Tatu, 1991)
Enapália 2000 (CD, El Tatu, 1992)
És Muita Linda (CD, Discossete, 1994)
Doces Penetrações (Single, Discossete, 1996)
Opus Gay (CD, Discossete, 1997)
2001 - Odisseia no Chaço (CD, CD7, 1999)
A Luta Continua! (CD, Zona Música, 2004)
Ena Pá 2000 - 20 Anos a Pedalar na Bosta (DVD)

Mais informações sobre os Ena Pá 2000, na secção LINKS

posta metida por: Ricardo Granjeia a 7.7.06

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